No dia 02 de julho foi fundada,
em reunião acontecida em São Francisco
do Sul, a Associação dos Proprietários
de Reservas Particulares do Patrimônio Natural
de Santa Catarina, um extenso nome que adotou a sigla
“RPPN CATARINENSE”.
A entidade é a 13ª
do gênero no Brasil. Todas estão congregadas
na Confederação
Nacional de RPPN. Seus objetivos são articular,
organizar e assessorar os interesses ambientais e institucionais
dos associados, otimizando as importantíssimas
ações de proteção da biodiversidade
das reservas particulares, no contexto das demais Unidades
de Conservação e esforços de proteção
da biodiversidade no Brasil e no Mundo.
Para quem não sabe, RPPN
é uma categoria de Área Protegida - ou
Unidade de Conservação como é oficialmente
denominada no Brasil - a única que depende para
existir, do livre arbítrio e vontade do proprietário
de terras. Qualquer cidadão pode requerer ao
governo federal ou ao estadual, a seu gosto, o reconhecimento
de sua propriedade, no todo ou em parte, como reserva
particular. Já são mais de 20 em Santa
Catarina e quase 700 em todo o Brasil. Os tamanhos variam
de menos de um hectare até dezenas de milhares
de hectares e localizam-se em todas as regiões.
O Estado campeão em número de RPPN é
nosso vizinho Paraná, onde existem mais de 180
dessas Unidades de Conservação reconhecidas.
A maioria esmagadora dentro do Sistema Estadual de UC.
Uma das primeiras ações
da RPPN Catarinense será a luta pela agilização
da aprovação da Lei do ICMS Ecológico,
seguindo o exemplo de outros estados onde esta lei já
traz significativos benefícios para a população,
inclusive financeiros. O total de repasses aos municípios
paranaenses que têm RPPNs em seus territórios
ultrapassa, anualmente, a casa de um milhão de
reais. Um claro exemplo de evolução da
legislação ambiental na direção
também de incentivos e não apenas de proibições.
A diretoria da RPPN Catarinense
está assim representada:
Presidente: Lauro Eduardo
Bacca, RPPN Bugerkopf;
Vice-Presidente: Ciro Carlos Mello
Couto, RPPN Morro das Aranhas;
1º Secretário: Pedro Volkmer
de Castilho, RPPN Leão
da Montanha;
2º Secretário: Lúcia
Currlin Japp, RPPN Morro
de Zimbros;
1º Tesoureiro: Wilson Moreli,
RPPN Chácara Edith;
2º Tesoureiro: Christopher Simonds,
RPPN Passarim.
Conselho
Fiscal
Maria Heloísa B. C. F. Lenzi: RPPN Normando Tedesco;
Paulo Sérgio Schveitzer: RPPN
Reserva Biológica Caraguatá; Renato
Rizzaro, RPPN Rio das Furnas;
Alexandre Marcante, RPPN
Emilio Battistella (Suplente).
O bioma Mata Atlântica:
Alguns importantes dados sobre o bioma
da Mata Atlântica:
*Das 633 espécies animais ameaçadas
de extinção no Brasil, 383 ocorrem na
Mata Atlântica.
*Hoje só restam cerca de 7 %
da cobertura original que existia por volta de 1500.
*A maior parcela dos remanescentes florestais
está nas mãos se proprietários
particulares.
*70% da população brasileira,
cerca de 110 milhões de pessoas, vivem nos mais
de 3400 municípios abrangidos pelo bioma.
*Abriga 20 mil espécies de plantas,
das quais 50% endêmicas, ou seja, não encontradas
em nenhum outro lugar do mundo! A Jabuticaba, pitanga
e maracujá estão entre as frutas originárias
da Mata Atlântica.
*É a campeã mundial de
biodiversidade! Num só hectare no sul da Bahia
foram encontradas 454 espécies de árvores
lenhosas.
*Comparada a Floresta Amazônica
apresenta, proporcionalmente, maior diversidade biológica.
*A Mata Atlântica e o Cerrado
são dois dos 34 "hotspots" do mundo,
ou seja, áreas ricas em diversidade biológica
e fortemente ameaçadas de desaparecer do planeta
por conta dos desmatamentos, crescimento urbano e demográfico
sem planejamento e do aumento da fronteira agrícola.
*A Mata Atlântica é um
regulador do clima, da temperatura, da umidade e do
ciclo de chuvas. Os remanescentes florestais mantém
nascentes e fontes, regulando o fluxo dos mananciais
de água que abastecem as cidades.
Fonte: Fundação
SOS Mata Atlântica.
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