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A RPPN do Guaxinim está
inserida no ecosistema da Floresta Atlântica,
com vegetação característica
da mata pluvial de encosta, apresentando significativa
área coberta com mata primária,
o que foi fator determinante para sua transformação
em unidade de conservação.
O restante de sua área constitui mata
secundária em adiantado estado de recuperação,
que serviu no início do século
passado, como área de cultivo de mandioca,
cana de açúcar e banana, por agricultores
descendentes dos colonizadores de origem alemã,
instalados na região do município
de São Pedro de Alcântara.
Há ruinas dos alicerces de um antigo
engenho de farinha/cana de açúcar
e de uma casa, em que morou o Sr. Mathias Weber,
pai do Sr. Jacó Weber, de quem a área
foi adquirida em 1978.
Por estar localizada no alto de morros, integra
um divisor de águas entre as bacias hidrográficas
do rio Biguaçu ao norte/nordeste, e do
rio Maruim ao sul/sudeste, ambos desaguando
no Oceano Atlântico, respectivamente ao
norte e sul da cidade de Florianópolis,
nos municípios de Biguaçu e São
José.
Possui algumas nascentes, destacando-se a do
ribeirão Vermelho, que corta o município
de Antônio Carlos, e desemboca no rio
Biguaçu, e a do córrego Cem Braças,
afluente do ribeirão Forquilhas, que
por sua vez desemboca no rio Maruim, estes no
município de São José.
Sua área de 26,0 ha, tem formato de
trapézio, com laterais de 1.240,7 m e
1.456,5 m, e largura de 193,0 m, é cortada
no sentido norte/sul, na sua dimensão
menor, por uma antiga estrada rural, que ligava
os municípios de Antônio Carlos
e São José, respectivamente pelas
localidades de Califórnia e Mariquita,
(próximo da Colônia Santana). Atualmente
esta estrada está intransitável
pelo lado sul em São José, contudo
trafegável precariamente pelo lado norte
em Antônio Carlos.
Sua flora e fauna é rica e diversificada.
A constatação de pegadas de guaxinim
(Procyon Cancrívorus), mamífero
da família Procynidae, mais conhecido
como “mão pelada”, atualmente
ilustre habitante da área, deu origem
ao nome da RPPN.
Ana Verônica Cimardi, em seu livro “Mamíferos
de Santa Catarina”, o descreve como “
um mamífero muito bonito e logo reconhecido,
pois apresenta a cara com uma coloração
bem característica, onde pêlos
ao redor dos olhos são pretos formando
uma espécie de máscara semelhante
à do zorro. Em cima de cada olho há
uma faixa branca, e, de igual coloração
apresenta a região lateral do focinho
e as bordas internas das orelhas. Os pêlos
do corpo são amarelados com pontas pretas,
dando ao animal uma tonalidade geral cinzento-amarelada.
A cauda é peluda e possui vários
anéis de coloração preta
e amarelada. O corpo e a cauda medem 80 cm a
1,10 m de comprimento. Chega a pesar cerca de
8 kg. As patas são pretas, não
possuem pêlos e por apresentar esta característica,
o guaxinim também é chamado de
“mão-pelada”.”... “O
guaxinim é animal de hábitos noturnos...”
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